Quando em algumas noites tenho medo do vivos e dos mortos e o fogo que escapa das estrelas é uma faca na garganta quando em algumas noites a distância entre o que foi e o que está sendo é arquitetura intransponível e os sonhos fogem como peixes em agonia a poesia é o grito secreto a geografia que atravessa este abismo o sortilégio que me faz humana que me faz em chamas que me faz tocar o nódulo das perguntas sem resposta ...